ADES. Surralismo (CAP)

Click here to load reader

  • date post

    07-Apr-2018
  • Category

    Documents

  • view

    224
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of ADES. Surralismo (CAP)

  • 8/4/2019 ADES. Surralismo (CAP)

    1/8

    grande vidro, A rioiua desnudada por seus noivos,\itrw~~~~~~[f~lfia extremamente complexa, e a culminacao de Sua

    fl"leirt:ru~/,I,i~~~i'1ortista. Representa uma maquina de amor que, porfrustra permanentemente 0 desejo de seus nrnt"ar,n:.

    .~etlli~~)erfeiltam(=n1:ecomo suas telas, e as de outros dadaistas querepresentacoes pictoricas de maquinas, sao0exato oposto da

    iiI'C;\..C1.,u,-,a futurista: sua atitude e inteiramente ironica. Depois de IU\..JC"UHjJ decidiu acatar 0conselho que ele proprio dava aos artistas

    yens e passou a viver a margem dos aconteciIneI1tos. Ao renunciar.vidade.artistica, salvo para organizar uma ou outra exposicao surrealistaparecia ter levado 0 dada it sua conclusao Iogica." '

    . dos eles a usaram. A s fotomontagens maise John Heartflel~, ~o . denfulcia arrasadora de Hitler e doBeartfield constiturram urnacapitalista. .' deri amda confundir 0Dada comd e nmguem po enase assegurar e qu . t " Hausmann e Huelsenbeck tra

  • 8/4/2019 ADES. Surralismo (CAP)

    2/8

    1 9 8==-=c:J=E

    Foi Breton quem finalmente pos urn fun ao Dada com a organiza\=ao deserie de eventos desmoralizadores em 1921, como 0 pseudojulgamentoMaurice Barres, 0patriota e homem de letras. A cisao nas fileiras dadaistasvelou-se claramente quando Tzara se negou a colaborar e alegremente satou a iniciativa toda ao recusar-se a responder com seriedade as nrrnlrdsisudamente formuladas por Breton, 0 "presidente" do tribunal. Fingindoparte de uma campanha de terrorismo contra membros destacados dadade frances a,0ulgamento primou pela total ausencia de humor e nA""':="-"==: . . . : : >

    mUit~ rnais escritores e artistasplasticos jovens foram atraid~se . tmento Entre eles estava Antonin Artaud, que fundo,: m:_is

    ...noVOmO::i 'rio Theatre Alfred Jarry. Artaud foi colocado na dire\=aoo revolUclOna . Ar descreveu como "uma em-de Pesquisas Surrealistas, que agon ,,31 E tica para ideias inqualificaveis e revoltas permanentes. mroman . d des Europei " Maud expressa" os Reitores das Universi a es uropeias, .., b alCarta a . d lib d de de evasao dos grilhoes da existencia an ,eabrangente e er a , ..' 0irrefreavel otimismo dos surrealistas.. 0 ue a ciencia [amais ira chegar, la onde asflechas da razao seMals longe d q . 1 hirinto urn ponto central para ondeb m contra as nuvens, existe esse a, do Espi .que ra d for as do ser e todos os nervos essenciais 0 spirito.

    cNonverJ::a.1~o:~:;ede; m6veis e sempre mutantes, fora de todas asform~sesse E pirito se aaita atento aos seus movi-nh .d d ensamento 0nosso s

  • 8/4/2019 ADES. Surralismo (CAP)

    3/8

    1 1 8de certas formas de associacao ate agora desprezadas, na onipotencia donho e no jogo desinteressado do pensamento. Visa a destruicaodetodos os outros mecanismos psiquicos, substituindo-os na resoluE.5! :!'CiSc:>c . . . .c . . . .=>"-'"c:>'co-c:Jco=1 1 1

  • 8/4/2019 ADES. Surralismo (CAP)

    4/8

    c:cc:::~0:>-==Ecabecas [ilustracao 57] e Uma semana de bondade, que pertencem propria_mente ao surrealismo.

    As artes plasticas sao, num certo sentido, auxiliares do surrealismo'cujos interesses principais sao a poesia, a filosofia e a politic a, embora foss~realmente atraves daquelas que 0 surrealismo se tornou conhecido do grandepublico. No ambito das artes visuals, 0 surrealismo foi urn dos mais vorazesde todos os movimentos modernos, atraindo para a sua orbita a arte de me-diuns, criancas, lunaticos, os pintores naifs, juntamente com a arte prirnitiva,que refletia a crenca dos surrealistas em seu pr6prio "primitivismo integral".Faziam jogos infantis, como 0 cadavre exquis, em que cada jogador desenhauma cabeca, 0 corpo ou as pernas, dobrando 0 papel depois de sua vez, demodo que sua contribui~ao nao possa ser vista. As estranhas criaturas que dafresultam forneceram a Miro inspiracao para suas telas.

    Pierre Naville, urn dos primeiros editores de La Revolution Surrealiste,negou que pudesse existir uma pintura surrealista: "Todos sabem agora quepintura surrealista e coisa que nao existe, Tanto aslinhas do lapis consignadasao acaso do gesto, quanta a reproducao pict6rica de imagens oniricas ou asfantasias imaginativas nao podem, e claro, ser assim descritas.

    "Mas existern espetdculos."Memoria e 0prazer dos olhos: essa e toda a estetica.?"Breton respondeu a essa acusacao numa serie de artigos publicados em

    La Revolution Surrealiste a partir de 1925, analisando a obra de Picasso, Bra-que e De Chirico, assim como a daqueles pintores que forjavam os vinculosmais fortes entre 0 surrealismo e a pintura, Max Ernst, Man Ray e Masson.Quando os artigos foram editados em livro, com 0 titulo de Le surrealiste et lapeinture, em 1928, eleadicionou ArgMir6 e Tanguy. Breton nao tenta defl-nir a pintura surrealista Como tal; aborda a questao de urn modo diferente,avaliando 0 relacionamento individual de cadapintor com 0 surrealismo,Evita qualquer discussao real sobre estetica,embora inscrevaseu argumento, ..de urn modo urn tanto vago, no contexto da "imitacao" em arte, dizendo estarunicamente interessado numa tela na medida em que e uma janela que olha- .vapara algo; aflrrna tambern que 0modelodo pintor deve ser "purarnenteln- .terior". Mais tarde, em Genese artistica e perspectioa do surrealismo (1941),define 0automatismo e 0registro de sonhoscoIho os dois caminhos abertos .ao surrealismo.

    Os pintores ligados aos surrealistas conseguiram, de fato, manter urn. . . . . . . . ._ c = . , . . . .. . _UiCUV. grau de independencia emrela~aoapersonalidade dOririnarite'deBre"-'-

    ton do que os escritores surrealistas, talvez porque a pintura nao Fosse()cam-po de atividade do proprio Breton. Num certo sentido, eles puderam usar. ideias surrealistas sem serem por elas subjugados e acharam a atmosfera gera-~dapelosurrealismorsemduvida,muito estiin .. . .

    Max Ernst talvez Fosse0mais chegado aos poetas surrealistas, s~~retudo0 u 1 E1 a d e acompanhou com interesse os desdobramentos teoncos doPa u r, d "d d .Em 1925 descobriu 0rottage, que escreve como 0 ver a eiro,,.n.t:GUal~"~'tJ.'~eo que J' a'e conhecido pelo termo escrita automdtica",equiv enF . ltado pela obsessao que mostrava ao meu olhar excitado as tabuasUl assa d d . D .dido assoalho, nas quais mil arranhoes tinham aprofun a 0as estrias. eCl.tao investigar 0simbolismo dessa obsessao e,para ajudar asminhas facul-dades meditativas e alucinat6rias, fiz das tabuas uma serie de desenhos, co-locando sabre elas ao acaso folhas de papel que passei a friccionar com

    grafita. Olhando atentamente para os deseriho~ assim ob~d_os.. surpree~-deu-me a subita Intensificacao de minhas capacidades ~e visao e a sucessaoalucinatoria de imagens contraditorias umas as outras.ometodo de}rottage, pelo qual 0autor assiste como "espectador ao na~-

    cimento de sua obra", extrapola 0 controle e evita questoes de gosto ou_habl-lidade. Entretanto, esses }rottages a lapis, que ~sam outras text:rras_ alem ~adeira sao de uma extraordinaria beleza e sutileza, uma combinacao.da ati-

    ~~ade ;assiva de "ver" descrita por Ernst e da subsequente composi~a~, cui-dadosa e delicada. Estao repletos de trocadilhos visuais, como.em H ab ito da sfolhas [ilustracao 59], onde uma fric~ao da textura de madeira conv~~e-senuma enorme folha com nervuras equilibrada entre os troncos de duas a,ryo:-res" que tambem sao }rottages de tabuas, .

    Para Miro e Masson, 0 automatismo rna oferecer, de forn::as ~erente~,uma direcao completamente nova para seus trabalhos. Os dots pintores ti-nham atelies vizinhos em Paris e,num dia de 1923,Miro perguntou aMassonse deveriam ir visitar Picabia ou Breton. "Picabia ja e 0 passado", ~es~o.ndeuMasson, "B~etone 0 futuro." Masson adotou sem reservas 0 p~mclplO doautomatismo, e os desenhos a pena e a tinta que co~e- .c.--,--,.--~-.--.-c.. '- --:::>CJ":I0:>'C:C-=:c=1 1 3

  • 8/4/2019 ADES. Surralismo (CAP)

    5/8

    1 1 ~co="-="C:=E

    pr6pria estrutura na medida em que distinguimos ossons que lhecern daqueles que the sao estranhos ... Insisto em que 0automatismograflco quanto verbal sem prejuizo das profundas tens5es individu~isele e capaz demanifestar e, em certa medida, resolver =, e 0unico modoexpressao que satisfaz plenamente 0olho ou 0ouvido, aorealizar a uruaansritmica (taoreconhecivel no desenho ou texto automatico quanto nadia ou no ninho )... E concordo que 0automatismo pode participar na co _. -. mposicao com certas intencoe premeditadas; mas ha urn grande riscoafastamento do surrealismo, se 0automatismo deixar de fluir a s.,-Vffiii'obfanacq50de'ser cons.i.deradasurreaILsta ~~.~~rti~ta'"'n":::a...s"e'''eS'~D~o"r'c;:'

  • 8/4/2019 ADES. Surralismo (CAP)

    6/8

    1 1 6

    e a determina~ao que poderiam deconer do fato de serem registros desonho vivido ou de imagem onirica.Fortemente influenciadas por Deco, sao imagens enigmaticas, mas irresistiveis, impondo aomundo a visaosonho do pintor, desintegrando 0 nosso senso de realidade tao efetiva ,na_otao violentamente quanto as suas colagens. Nao nos sao oferecidasinterpreta~ao, embora indica~6es quanto ao seu possivel "significado" nosjam dadas nos titulos. As telas de Salvador Dali, por outre lado, r(),-."riii-,uma dramatiza~ao deliberada de seu proprio estado psiquico, taoalmente influenciadas elas foram pelas leituras de psicologia do autorparecem, por vezes, ilustra~6es para urn caso clinico estudado por FreudKrafft- Ebing.

    Dali viu 0 seu realismo minucioso e ilusionistico como uma especieantiarte, livre de "considera~6es plastic as e outras 'besteiras'., ,48 Dali jun,tou-se aos surrealistas em 1929, epoca em que omovimento estava sacudidopor conflitos pessoais e politicos. Nos anos seguintes, Dali emprestou-lhe urnnovo foco, nao s6na pintura, mas tambem atraves de outras atividades, comoo filme Um cdo andaluz (1920l que ele fez com Luis Bunuel. E