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Número especial dedicado às Especialidades Profissionais de Psicologia

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  • ISSN

    218

    2-44

    79

    REV

    ISTA

    OFICIAL DA

    ORDEM

    DOS PSICLO

    GOS

    PORTU

    GUES

    ES

    Edi

    o Es

    peci

    al |

    2016

    PSIS

    Candidate-se at dia 30 de Abril de 2016.

    EspecialidadesC H E G O U A H O R A

  • EDITORIAL

    03

    A qualificao profissional a maior garan-tia de que os profissionais so capazes de responder de forma elevada aos desafios que lhes so colocados pela sociedade, fun-deados em valores ticos fundamentais.

    Numa poca de constante mutao e de ino-vao, os conhecimentos desactualizam-se e crucial uma formao contnua. Essa for-mao faz-se em reas especficas, escolhi-das pelos profissionais de forma a responder s suas preferncias ou necessidades.

    Por isso to importante a criao de espe-cialidades e especialidades avanadas em Psicologia, como reconhecimento da forma-o contnua dos profissionais. Desde logo consignado nos primeiros Estatutos da Or-dem dos Psiclogos, tratava-se de tema que merecia profunda reflexo e participao dos psiclogos portugueses na concepo do referencial das especialidades.

    Foi isso que fizemos, estimulando um am-plo debate que envolveu centenas de pro-fissionais em todo o pas, em focus-group, sesses presenciais, debates e contributos escritos, que foram fundamentais para a proposta final aprovada em Assembleia de Representantes.

    Chegmos a um modelo de especialidades que exigente e flexvel, que rejeita clara-

    mente concepes elitistas de especiali-dade, ou seja, a especialidade apenas para alguns, optando por estimular a realizao de formao ao longo da vida, em todas as reas de interveno - pblica, privada ou social. Um modelo que acompanha a rpida mudana dos tempos actuais e que permite a formao modular, em diversas reas de interesse ou necessidade, contando essa formao para a obteno da especiali-dade. Um modelo que permite vrias vias de especialidade em funo das preferncias ou actividades profissionais. Um modelo que no abdica do rigor, e que considera impor-tante as escolhas dentro das vastas reas de especializao que a psicologia ofere-ce. Um modelo que privilegia a liberdade, a escolha de mltiplos caminhos formativos, que convergem em maior conhecimento ao servio dos utilizadores. Um modelo que responde s exigncias de qualificao, em termos europeus, sem introduzir limitaes artificiais ao exerccio da profisso, que so hoje fortemente rejeitadas pela comunidade europeia.

    Dada a diversidade das qualificaes obti-das, e o nmero de candidatos obteno da especialidade e das especialidades avana-das, sabamos ser importante a criao de um sistema que tornasse fcil o processo de submisso, bem como a apreciao pelas comisses responsveis pela avaliao dos

    processos. Assim, desenvolvemos durante vrios meses uma plataforma de submisso de candidatura destinada a facilitar o proces-so de inscrio e de submisso documental, e decidimos ter um processo em duas fases, de forma a facilitar ainda mais o processo de candidatura.

    Estamos conscientes que este um mo-mento muito importante da vida da Ordem, e crimos vrias estruturas de apoio para que tudo decorra com o menor incmodo poss-vel. Queremos poder afirmar que temos na profisso um elevado nmero de pessoas qualificadas. Contamos convosco para co-nhecermos melhor a nossa profisso e re-conhecermos os esforos de formao feitos pelos profissionais. Sabemos ser este um caminho que refora a nossa presena na sociedade e que permite uma prtica profis-sional de elevada qualidade. Queremos que cada vez mais o nosso contributo profissio-nal signifique uma maior ajuda para o avan-o social com bem-estar e prosperidade.

    Telmo Mourinho BaptistaBASTONRIO

    PSIS21 ISSN 2182-4479 REVISTA OFICIAL DA ORDEM DOS PSICLOGOS PORTUGUESESEdio Especial | 2016

    Telmo Mourinho BaptistaDIRECTOR

    Duarte ZoioEDITOR

    Ana FariaCarla FernandesCatarina Janeiro

    Clara SilvaConstana BiscaiaDavid Dias Neto

    Jaime Ferreira da SilvaLeandro de AlmeidaMaria Joo BarrosRaquel Raimundo

    COLABORAO

    publicidade@ordemdospsicologos.ptPUBLICIDADE

    Ordem dos Psiclogos Portugueseswww.ordemdospsicologos.pt

    PROPRIETRIO

    SlingshotComunicao e Multimdia

    www.slingshot.ptDESIGN

    A3 . Artes Grficas, Lda.www.a3-pt.com

    TIPOGRAFIA

    18.000 exemplaresTIRAGEM

    2,50 eurosP.V.P.

    _

    Isenta de registo na ERC ao abrigo doart. 12, n. 1 a) do Decreto-Regulamentar

    8/99 de 9 de Junho_

    ISSN 2182-4479

    Ficha Tcnica ndice

    P. 03 EDITORIAL

    P. 04 O CAMINHO DAS ESPECIALIDADES

    P. 06 MITOS SOBRE AS ESPECIALIDADES

    P. 08 PSICOLOGIA CLNICA E DA SADE

    P. 30 PROGRAMA SER PSICLOGO

    P. 11 PSICOLOGIA DA EDUCAO

    P. 14 PSICOLOGIA DO TRABALHO, SOCIAL E DAS ORGANIZAES

    P. 17 ESPECIALIDADES AVANADAS DA PSICOLOGIA

    P. 21 9 PASSOS PARA ADQUIRIR A ESPECIALIDADE

    P. 27 SISTEMA DE ACREDITAO DAS ACTIVIDADES FORMATIVAS

    P. 26 A ESPECIALIZAO EM PSICOTERAPIA - DILOGOS E REFLEXES

    P. 28 ACES FORMATIVAS ACREDITADAS

  • 3 Artigos na Psis21Desde 2012 que fomos publicando artigos na revista

    descrevendo o processo de criao das especialidades.

    5 Focus GroupsAo longo do tempo fizemos 6 focus groups incluindo diversas reas da psicologia para identificar questes importantes e

    solues adequadas nossa realidade.

    7 Discusso Pblica do RegulamentoNa sequncia de proposta da Assembleia de Representantes

    organizamos uma discusso pblica do regulamento onde tivemos mais de 7.000 acessos e 275 participaes.

    4 Fruns de Discusso nos Dois Congressos Nacionais

    Em cada congresso tivemos espaos de debate privilegiados sobre as especialidades.

    6 Grupos de Trabalho Para as trs reas de especialidade organizamos 3 grupos

    alargados que pensassem nos critrios para aceder s especialidades.

    8 Assembleia de Representantes O regulamento foi discutido e aprovado na assembleia com algumas ltimas alteraes a serem includas nesta fase.

    05

    O C A M I N H O D A S . . .

    ESPECIALIDADESPOR / DAVID DIAS NETO

    Como criar as Especialidades da Psicologia em Portugal? Foi esta a questo que h uns anos nos colocmos. Claro que temos os formatos realizados pelo mundo, o enquadramento da EFPA, a experincia das outras ordens; e claro que estes enquadramentos foram referncia para o modelo actual. Mas ns queramos especialidades de Psicologia que se adequassem realidade Portu-guesa e principalmente queramos que os psiclogos participassem na criao das suas especialidades. E esse objectivo de participao foi alcanado em 8 momentos ou iniciativas:

    Com estas iniciativas podemos dizer que temos o regulamento que mais se adequa nossa realidade e que conta com a participao dos Psiclogos Portugueses. Ele no representa o fim do percurso da especializao da psicologia em Portugal, mas sim o princpio. Por este envolvimento agradecemos aos psiclogos que participaram na criao das especialidades da psicologia em Portugal.

    FOCUS GROUPS

    6 33 GRUPOS DE TRABALHO

    ACESSOS

    7.000PARTICIPAES

    275

    1 Site e E-mail das Especialidades Crimos uma pgina no site da OPP e um email para participao

    dos membros. A pgina foi um sucesso ao ter mais de 30.000 visualizaes e os psiclogos participaram com mais de 200 emails

    e 165 propostas no site.

    2 Debates Regionais Desenvolvemos um debate por regio com um volume

    de inscries superiores a 250.

    INSCRIES EM DEBATES REGIONAIS

    +250

  • MITOS SOBREAS ESPECIALIDADES

    07

    Mito: A partir de agora preciso ter uma especialidade para exercer a profisso!Falso. A prtica de atos psicolgicos particulares e o exerccio continuam abertas a todos os psiclogos. As especialidades representam uma certificao de um percurso profissional e de um conjunto de competncias. -Princpio: Acima de tudo, somos psiclogos!

    Mito: O meu mestrado determina a minha rea de especialidade!Falso. Os dois ciclos de estudo em Psicologia permitem a inscrio na Ordem e consequentemente o exerc-cio da profisso. Aps obteno de cdula profissional, o psiclogo poder exercer nas mais diversas reas da psicologia, desde que cumpra os princpios do Cdigo Deontolgico. Neste sentido, so as competncias e formao adquiridas no contexto da profisso que sero consideradas para atribuio do ttulo de Especialista.-Princpio: As especialidades da OPP so especialidades profissionais!

    Mito: Se a minha rea no est como especialidade porque ela no valorizada!Falso. Existem competncias (e.g., avaliao psicolgica) que so to importantes que correspondem a com-petncias de base das especialidades. Outras so especficas e reconhecidas como especialidades avanadas. Se existissem 100 especialidades, existiriam 99 em que o especialista no via reconhecida a sua competncia.-Princpio: A especialidade deve ser compatvel com a mobilidade profissional!

    Mito: Vou ter de fazer um estgio para ser especialista!Falso. A especialidade feita no seio da profisso e dirigida a quem a exerce. Um estgio seria perturbador da vida profissional dos psiclogos e incompatvel com a diversidade e carcter profissional das especialidades.-Princpio: A especialidade reconhece a qualidade e competncia!

    Mito: Vou ter de escolher entre duas especialidades!Falso. Desde que a pessoa cumpra os critrios, pode acumular especialidades e especialidades avanadas. Apenas na fase da equiparao h um limite de duas especialidades e trs especialidades avanadas. Isto per-mite reconhecer os psiclogos que trabalham em reas diferentes.-Princpio: O sistema de especialidades pretende reconhecer as diferentes variantes do exerccio da profisso!

    Mito: Se me faltar algum elemento, estou excludo da equiparao!Falso. Se no processo de candidatura, os psiclogos se aperceberem que lhe faltam determinados elementos curriculares, podem candidatar-se e ficam co