Mercado Justo

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    20-Jun-2015
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  • 1. MERCADO JUSTO Luis Fernando C. de H. Bezerra Sidirlei da Silva Eli

2. Mercado Justo Fundamentos (1/7)

  • Retrospectiva(LAFORGA, 2005):
    • 1. Organizao de Comrcio Justo:1959Holanda base daFair Trade Organizarei FTO. PRINCPIOS: 1) Quem se beneficia; 2) Quais vidas se beneficiam quando compramos um determinado produto; 3) Compra de produtores mais pobres e mais necessitados; e 4) Produtos agrcolas e artesanatos.
    • Anos 80 Autocrtica : Distribuio marginal, sem alcanar grande pblico consumidor, o que motivou a criao do selo do comrcio justo. A causa solidria transforma-se em negcio.
    • Produto pioneiro:cafcomercializado na Amrica Latina, especialmente no Mxico.
    • Atores envolvidos : ONGs, Igrejas, Sindicatos, Grupos de trabalhadores, Pequenos produtores, Consumidores conscientes, Estudantes, Voluntrios.

3. Mercado Justo Fundamentos (2/7)

  • Para Laforga (2005), ocomrcio justoapresenta-se das mais variadas formas, sendo duas as principais:
    • Movimento tradicionalde comrcio justo:
      • Razes na comunidade de ONGs, muitas delas ligadas Igreja Catlica;
      • Maioria dos produtos vendidos no possui um selo de identificao e, assim, as compras so realizadas com base na confiana;
      • O que se oferece como garantia ao consumidor a prpria identidade do comrcio justo conferida ao estabelecimento onde realiza suas compras.
    • Fair Trade Labelling :
      • Utiliza selos para garantir a autenticidade dos produtos justos;
      • Produtos certificados so distribudos segundo os estabelecimentos especializados e credenciam-se atravs do selo a alcanar os consumidores segundo as vias convencionais principalmente as redes de super e (hiper)mercados.

4. Mercado Justo Fundamentos (3/7)

  • Ainda, para Laforga (2005), os benefcios do Comrcio Justo so:
  • Melhoria de qualidade do produto
  • Produo orgnica
  • Criao de infraestrutura
  • Canais prprios de comercializao
  • Recuperao da auto estima dos produtores
  • Recuperao de reas degradadas
  • Conscincia em conservar recursos naturais
  • Formao de redes para defesa dos interesses
  • Eliminar intermedirios
  • Justia social
  • E, ainda segundo Laforga as prticas no comerciais utilizadas pelo comrcio justo dentro do mercado: preo mnimo, prmio social, garantias de relacionamento comercial.

5. Mercado Justo Fundamentos (4/7)

  • Gaiger (2005, p.7-8) lista os principais atributos de umaeconomia solidria :
    • Constituem organizaes supra familiares permanentes;
    • Propriedade ou controle dos scios-trabalhadores;
    • Emprego ocasional e minoritrio de trabalhadores no associados;
    • Gesto coletiva das atividades e da alocao dos resultados;
    • Com registro legal ou informais;
    • De natureza econmica, direcionada produo, comercializao, servios, crdito ou consumo.
  • Para Tiburcio e Valente (2007), o comrcio justo surge no contexto internacional, comoreao s injustias sociaiscometidas pelo comrcio internacional aos produtores marginalizados do hemisfrio Sul. A alternativa foi regulamentada pelo Parlamento Europeu e fortalecida pelas instituies que se organizaram para irradiar o comrcio justo no mundo.

6.

  • De acordo com aOficina de Comrcio Justo e Solidrioe aResoluo do Parlamento Europeu , de 2 de julho de 1998, na prtica do comrcio justo (TIBURCIO; VALENTE, 2007):
    • As aquisies devem ser diretas sem intermedirios;
    • O preo final para o consumidor deve ser formado pelo preo do mercado de origem do produto, mais um prmio pelo comrcio justo;
    • O pagamento, se requerido pelo produtor, deve ser parcialmente antecipado;
    • No devem existir monoplios de importao ou de venda para garantir livre acesso dos produtos;
    • essencial a transparncia dos preos;
    • As relaes com os produtores devem ser estveis e de longa durao;
    • As condies de emprego dos assalariados na produo devem respeitar as normas da organizao internacional do trabalho;
    • No deve haver nenhuma discriminao entre homens mulheres, nem trabalho infantil;
    • So essenciais: o respeito ao meio ambiente, a proteo dos direitos do homem, dos direitos das mulheres e das crianas, bem como o respeito aos mtodos de produo tradicionais;
    • As relaes comerciais devem respeitar o desenvolvimento endgeno e a manuteno da autonomia das populaes locais.

Mercado Justo Fundamentos (5/7) 7.

  • Segundo Frana (2003), pode-se conceituar ocomrcio tico e solidrio no Brasilcomo uma forma de dar poder aos trabalhadores assalariados, aos produtores e aos agricultores familiares em desvantagem ou marginalizados pelo sistema convencional de comrcio. Segundo o autor, este comrcio baseado em relaes ticas, transparentes e co-responsveis entre os diversos atores da cadeia produtiva; pressupe uma remunerao justa e contribui para a construo de relaes solidrias no interior da economia; respeita diversidades culturais e histricas, alm de reconhecer o valor do conhecimento e da imagem das comunidades tradicionais.
  • Conforme Singer (2003), aeconomia solidriafoi inventada como alternativa ao capitalismo, que se baseia na propriedade privada dos meios de produo, e que separa os participantes de empreendimentos em duas classes: patres e empregados, compradores e vendedores da capacidade de trabalhar. Para o autor, designa as prticas de produo, consumo e finanas que se pautam pelos princpios daautogesto , isto , da plena igualdade de direitos sobre o empreendimento de todos os participantes.

Mercado Justo Fundamentos (6/7) 8.

  • importante ressaltar que o objetivo maior do Comrcio Justo garantircondies justas aos pequenos produtores , e no de ajuda humanitria assistencialista. (SEBRAE[1], 2009)
  • Surgido nos anos 60, o Comrcio Justo um movimento internacional que procura gerar benefcios ao produtor. Entre os segmentos que encontram mais oportunidades no Comrcio Justo, destacam-se produtos doagronegcio ,artesanatoeconfeces , de comunidades, associaes e cooperativas dos meios rural e urbano. (SEBRAE[2], 2009)
  • Trata-se de uma relao aberta entre produtores e consumidores que garante adiviso equilibrada dos ganhos , enfraquecendo a explorao por intermedirios comerciais.(SEBRAE[2], 2009)
  • Em linhas gerais, o Comrcio Justo, tico e Solidrio atribui grande parte da misria, da devastao ambiental e da massificao cultural do planeta s relaes comerciais injustas entre pessoas, empresas e naes. (SEBRAE[2], 2009)

Mercado Justo Fundamentos (7/7) 9.

  • Sabourin (2006) mobiliza as categorias econmicas dereciprocidade ,redistribuioeintercmbio , identificadas por K.Polanyi , e a noo de estrutura dereciprocidadeproposta porD.Temple . A discusso questiona o carter explicativo da noo de insero ( embeddedness ) e procura elementos de resposta a partir das situaes revelando uma interface de sistemas entre a lgica da reciprocidade e a lgica do intercmbio.
  • Para Sabourin (2006), a hiptese de que as regras da reciprocidade podem chegar a funcionar no seio dos empreendimentos econmicos solidrios, mas fora desse circulo, imperam os princpios contraditrios e as regras da concorrncia e da acumulao privada dos lucros, inerentes ao mercado de intercmbio capitalista.
  • De acordo com Abreu e Melo: a economia solidria pode ser relacionada com a sociedade multicntrica de Guerreiro Ramos, por ser uma economia plural com base distinta da lgica mercadocntrica. Pessoas marginalizadas conseguem, por meio da economia solidria girar a economia de suas comunidades com a aplicao da lgica de Guerreiro Ramos de uma sociedade plural e multicntrica.

Mercado Justo x Sociologia Econmica (1/1) 10.

  • Empreendimento Kalunga Mercado Justo (KMJ)> apesar de ser a nica alternativa dos quilombolas e representar um incremento significativo na renda mdia familiar, no pode ser considerado como um exemplo de mercado justo porque:
    • No se orienta por valores no mercantis como a solidariedade, a democracia e a autonomia de mercado;
    • Numa ponta esto os proprietrios, que detm o capital, e na outra os quilombolas oferecendo a sua fora de trabalho;
    • Famlias continuam abaixo da linha de pobreza (R$ 150,00) e abaixo da linha de indigncia (R$ 75,00);
    • Com pouco investimento e alteraes no radicais, passvel de transformao em mercado justo.

Mercado Justo Experincias (1/2)(TIBURCIO; VALENTE, 2007) 11.

  • A experincia com o Comrcio Justo j deu certo em pases em desenvolvimento: oMxicoadotou