075006 461223 CONCURSO PÚBLICO Nº 001/2016 · PDF fileAnalista CONCURSO...

Click here to load reader

  • date post

    07-Nov-2018
  • Category

    Documents

  • view

    213
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of 075006 461223 CONCURSO PÚBLICO Nº 001/2016 · PDF fileAnalista CONCURSO...

  • Analista

    CONCURSO PBLICON 001/2016

    Organizadora:

    Conselho Federal de ServioSocial - CFESS

    NICO

    075006461223

    0Manh

  • CONCURSO PBLICO CONSELHO FEDERAL DE SERVIO SOCIAL CFESS

    Cargo: Analista (01-M) Prova aplicada em 15/01/2017 Disponvel no endereo eletrnico www.consulplan.net a partir do dia 16/01/2017.

    - 2 -

    CCAARRGGOO:: AANNAALLIISSTTAA

    LNGUA PORTUGUESA

    So s contas de vidro

    Os ndios ficaram deslumbrados com as contas de vidro que os portugueses lhes davam. Por qu? Por causa da beleza dessas contas de vidro? Pouco provvel. Para encontrar coisas belas, tudo o que os nativos tinham de fazer era olhar ao redor: as rvores, os pssaros, as flores. Mas as contas de vidro representavam duas coisas. Em primeiro lugar,

    eram novidade, coisa desconhecida por ali. Em segundo lugar, eram novidade, de uma tecnologia que os ndios no dominavam e que, por isso, admiravam. Mais de cinco sculos se passaram e continuamos dominados pela mesma reverncia tecnologia. Exemplo: o automvel tem absoluta prioridade em relao aos pedestres, mesmo em situaes em que estes so vrios e em que o veculo transporta uma nica pessoa. Muitos brasileiros ficam assombrados ao saber que em Braslia os motoristas respeitam a faixa de segurana. Em outras cidades, faixa de segurana mero detalhe, pouco importante diante da potncia que o automvel. Isso tambm explica a quantidade de acidentes de trnsito que temos; a sensao de poder de que goza o motorista muitas vezes perturba sua capacidade de discernimento.

    O verdadeiro progresso traz junto consigo os mecanismos de controle para esses excessos. Na Europa e nos Estados Unidos, os motoristas, em geral (claro que h numerosas excees), dirigem com cautela, pela simples razo de que podem responder no tribunal por qualquer problema, at mesmo psicolgico, que venham a causar a outras pessoas. A noo de espao pblico l est muito presente. No Brasil diferente. Se o espao pblico, isso no significa que de todos, que todos tm de cuidar dele; no, se o espao pblico, ele no de ningum. Nos cinemas brasileiros, celulares tocam com frequncia e s vezes seus proprietrios mantm longas conversas, em voz alta, durante a exibio do filme. Os outros espectadores que se lixem. Existe a um motivo adicional, alm do desrespeito ao local coletivo. O telefone, no Brasil, ainda guarda a aura de um passado em que era privilgio de poucos. Conseguir uma linha era misso quase impossvel. Quem tinha telefone tinha poder, e esta imagem, de certo modo, persiste. Infelizmente, porque poucos meios de comunicao so to invasivos. Cartas e e-mails ficam pacientemente nossa espera. O telefone, no. O telefone soa insistentemente, e temos de atender, no importa o que estejamos fazendo no momento almoando, tomando banho, fazendo amor. E quem liga tambm no d bola para esses detalhes. A elementar pergunta Voc pode falar? raramente feita. Ligao telefnica desloca para um segundo plano

    qualquer outra coisa. Digamos que voc esteja sendo atendido por um funcionrio no banco. Se tocar o telefone, voc e todos os outros que esto esperando tero de se conformar: o funcionrio atender chamada, no raro longa.

    O celular tima coisa. Pessoas que, por falta de telefone, ficavam em verdadeiro estado de marginalizao social, agora podem se comunicar facilmente. Existe hoje uma verdadeira cultura do celular, mas ela, infelizmente, ainda no inclui a noo de respeito ao outro. Chegaremos l, claro, se no mediante leis, como fazem os pases mais adiantados,

    ento pela evoluo natural da arte do convvio. As pessoas aprendem. E um dia descobrem que as brilhantes contas de vidro so s isto: contas de vidro.

    (SCLIAR, Moacyr. Do jeito que ns vivemos. Belo Horizonte: Ed. Leitura, 2007.)

    01 Como assunto principal que motiva o autor a realizar a discusso apresentada pode-se apontar: A) O comportamento da sociedade atual em relao tecnologia. B) Os meios necessrios para que o equilbrio entre o tradicional e o novo seja alcanado. C) O deslumbramento dos ndios com aquilo que era at ento desconhecido, apresentado pelos portugueses. D) A relao entre beleza natural, elemento integrante da realidade indgena, e a imposio da cultura europeia.

    02 De acordo com as ideias trazidas ao texto, pode-se afirmar em relao ao ttulo apresentado que A) o termo s produz um efeito de sentido quantitativo em relao s contas de vidro. B) possvel identificar uma orientao argumentativa atravs do emprego do termo s. C) a caracterizao do objeto contas demonstra a inteno de ressaltar sua relevncia no discurso. D) a substituio da locuo adjetiva empregada por adjetivo correspondente atribuiria maior nfase ao objeto que

    determina.

  • CONCURSO PBLICO CONSELHO FEDERAL DE SERVIO SOCIAL CFESS

    Cargo: Analista (01-M) Prova aplicada em 15/01/2017 Disponvel no endereo eletrnico www.consulplan.net a partir do dia 16/01/2017.

    - 3 -

    03 Assinale a alterao proposta para o trecho selecionado cuja correo gramatical preservada caso o termo

    destacado j tivesse sido introduzido no texto anteriormente sendo um referente para o termo anafrico.

    A) [...] o veculo transporta uma nica pessoa. (1) / o veculo lha transporta.

    B) [...] os motoristas respeitam a faixa de segurana. (1) / os motoristas as respeitam. C) Mas as contas de vidro representavam duas coisas. (1) / Mas as contas de vidro representavam-nas. D) [...] de uma tecnologia que os ndios no dominavam [...] (1) / de uma que os ndios no lhe dominavam.

    04 Considerando o estudo da crase, sabe-se que o emprego do acento grave para indic-la pode ser obrigatrio,

    facultativo ou inadequado. A adequao presente em reverncia tecnologia (1) apresenta a mesma justificativa

    vista em: A) A cada dia excluem-se s afetividades. B) Tal situao traz insegurana classe menos favorecida.

    C) Neste caso, presena de mulheres cria problemas legais.

    D) As aes foram planejadas para que fossem executadas noite.

    05 Em relao ao exemplo dado pelo autor no 1 envolvendo o automvel, pode-se afirmar que A) comprova a importncia da tecnologia e sua superioridade. B) se trata de um recurso argumentativo classificado como evidncia de prova. C) indica a utilizao do raciocnio lgico como meio de apresentar argumentos textuais.

    D) tem por objetivo desmistificar a ideia de que o automvel o meio de locomoo mais utilizado pelas pessoas atualmente.

    06 De acordo com o contexto, a manuteno do objeto discursivo espao pblico feita atravs de:

    I. todos. II. ningum.

    III. local coletivo.

    IV. ele (em ele no de ningum).

    Esto corretas apenas as alternativas A) III e IV. B) I, II e III. C) I, II e IV. D) II, III e IV.

    07 Tendo em vista as relaes de sintaxe estabelecidas nas oraes a seguir, relacione adequadamente as colunas, considerando os termos destacados.

    1. Objeto indireto.

    2. Sujeito simples.

    3. Adjunto adverbial. 4. Predicativo do sujeito.

    ( ) [...] que os portugueses lhes davam. (1)

    ( ) A noo de espao pblico l est muito presente. (2)

    ( ) Cartas e e-mails ficam pacientemente nossa espera. (2) ( ) Em primeiro lugar, eram novidade, coisa desconhecida por ali. (1)

    A sequncia est correta em A) 1, 2, 3, 4. B) 2, 4, 3, 1. C) 3, 1, 2, 4. D) 4, 3, 1, 2.

    08 As oraes substantivas exercem as mesmas funes, no perodo, dos termos vistos na anlise sinttica das oraes.

    Analisando sintaticamente o perodo: E um dia descobrem que as brilhantes contas de vidro so s isto: contas de vidro. (3) pode-se identificar o mesmo tipo de orao substantiva vista em: A) Nunca duvidei de suas palavras. B) Ainda no verifiquei os relatrios que foram entregues ontem.

    C) O professor permitiu que vrios alunos fizessem nova avaliao.

    D) Minha sensao era de que os alunos haviam compreendido todo o exposto.

  • CONCURSO PBLICO CONSELHO FEDERAL DE SERVIO SOCIAL CFESS

    Cargo: Analista (01-M) Prova aplicada em 15/01/2017 Disponvel no endereo eletrnico www.consulplan.net a partir do dia 16/01/2017.

    - 4 -

    09 Em Se o espao pblico, isso no significa que de todos, que todos tm de cuidar dele; no, se o espao pblico, ele no de ningum. (2), o autor expe seu ponto de vista acerca do espao pblico A) atravs de uma oposio de ideias. B) empregando linguagem conotativa, valorizando seus argumentos. C) a partir de uma condio para que o espao seja considerado pblico. D) utilizando negaes expressas de formas diferentes, mas que possuem o mesmo significado.

    10 Assinale a alterao para a frase: Existe a um motivo adicional, alm do desrespeito ao local coletivo. (3) cuja correo lingustica pode ser observada: A) Existe a motivos adicionais, alm do desrespeito ao local coletivo. B) Haveriam a motivos adicionais, alm do desrespeito ao local coletivo. C) Deve haver a motivos adicionais, alm do desrespeito ao local coletivo. D) Devem haver a motivos adicionais, alm do desrespeito ao local coletivo.

    RACIOCNIO LGICO

    11 Uma famlia de 5 pessoas consome 250 g de arroz por dia. Quantos pacotes de arroz de 2 kg sero necessrios para servir uma famlia com 8 pessoas num perodo de 30 dias? A) 4. B) 5. C) 6. D) 7.

    12 Observe as figuras no quadro a seguir.

    Qual das figuras preenche corretamente os espaos em branco no quadro apresentado?

    A)

    C)

    B)

    D)

    13 Num certo ano o primeiro dia caiu numa quarta-feira e o ltimo dia caiu numa quinta-feira. Neste ano, o dia do trabalho, ou seja, 1 de maio caiu num(a): A) Quarta-feira. B) Quinta-feira. C) Sexta-feira. D) Sbado.

  • CONCURSO PBLICO CONSELHO FEDERAL DE SERVIO SOCIAL CFESS

    Cargo: Analista (01-M) Prova aplicada em 15/01/2017 Disponvel no endereo eletrnico www.consulplan.net a partir do dia 16/01/201